sábado, 29 de dezembro de 2007

ABSTRATO E REAL

O homem sonha um sonho sublimar
Sonhos bovariano de liberdade.
Caminhos de sonhos litúrgicos a singrar
Por ermos onde dorme na profundidade.

O homem sonha sonhos ilusórios de gelo
Sonhos épicos de formas frias e sem cores
Traçando seu destino, que morre num pesadelo
Ou culmina na simplicidade das dores.

O homem sonha suas idéias e ideais
Como quem perpetua sonhos num papel.
Sonha a compreensão das coisas naturais
No projeto profundo do escarcéu.

O homem sonha num olhar inefável
Sonhos norteando sua mente
É na lacuna do semblante lacrimável
Um nefelibata ao sonho pertencente.

O homem sonha sonhos gris
Sonha na alma a magia de ser feliz
No indulto emblemático de amar
Atestando seu axioma arcano de sonhar.

O homem sonha um sonho abstrato e real
Sonhos efêmeros, olhando no céu...
Como anjo noturno buscando sua lenda natural
E dorme sobre um raio de sol, numa nuvem de mel.


MARCELO LISBOA

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