terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

ADEUS VELHO AMOR


A vida passa num instante
Queria te abraçar sem medo
E te apertar no meu peito
Numa paixão inconstante.

E se as estrelas no céu
Combinassem uma escuridão
Seu olhos de solidão
Secariam no sabor do teu mel.

Adeus meu velho amor
Meus sonhos você levou
As lembranças você guardou
Perdido nos ermos dessa dor.

E se um dia vou dizer
Coisas que não disse
O que guardei de você
Foram só palavras tristes.



MARCELO LISBOA

CINZAS DE SAUDADE



Queria deixar em versos
Todos aqueles momentos
Perdido nos meus pensamentos.
Pois naquele adeus
Foram-se minhas esperanças
Mas ficou no meu quarto as lembranças.
Quando caminhei sozinho
Rebusquei a felicidade
Mas ficou na minha alma a saudade.
Eu não queria chorar no fim
Sei que não houve lastimas
Mas ficou nos meus olhos as lagrimas.
E se as feridas saram um dia
Quando se perde o amor
Foi em meu peito que ficou
Toda essa dor.



Marcelo Lisboa

A DOR QUE VICEJA



Eu não queria ter esse medo

Mas eu sei que tenho

Eu não queria guardar teu segredo

Mas eu tenho que guardar

Eu não queria morrer

Mas eu sei que vou.

Eu não queria sofrer

Mas sei que sofro.

Eu não queria sentir essa dor

Mas eu sempre sinto.

Eu não queria chorar

Mas as lagrimas vem.

Eu não queria viver num pranto

Então senti em seu olhar

Que não podia te amar

Mas, Eu te amo.




MARCELO LISBOA

DESPERDIÇANDO SONHOS


Sangue podre
Envenenado pelo o ódio.
Sua alma
Já nasceu de luto.
Desejos insanos
Habitam sua mente.
Pesadelos de horror
Dominam suas noites.
Seu espírito
De asmodeus
Está condenado ao inferno.
Suas feridas
Te causam dor.
Seus olhos
Vertendo lagrimas
De desespero
Pelo medo
Por viver no orco
Desperdiçando sonhos.

Marcelo Lisboa

ALMA TRISTE ANGUSTIADA PELA DOR


Preciso de um tempo
Pra consertar esse terremoto
Que devora meus sentimentos.
Estou tentando sozinho
Esconder as magoas
Que encontrei pelo caminho.
Busco pelo mundo então
A cura pras feridas
Que se cicatrizam em meu coração.
Aos poucos percebo ao meu redor
Uma falta de carinho
Uma angustia um desamor.
Sinto-me vazio e oco
O nada me contém
Sou abismo, sou escopo.
Sigo renunciando a vida
Sofro na agonia de minha dor
E morro de solidão a cada dia.



MARCELO LISBOA